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10:08 | Quatro anos depois, ainda há obras prometidas para Copa no Brasil inacabadas em 11 das 12 cidades-sede


A maioria é nas áreas de mobilidade urbana e aeroportos. Responsáveis alegam falta de recursos, problemas com construtoras, impasses judiciais e com desapropriações.  VLT de Cuiabá tem só 6 km de trilhos construídos, do total de 22 km Gcom-MT Os quatro anos que separam a Copa no Brasil do Mundial que começa no próximo dia 14 na Rússia não foram suficientes para terminar obras de infraestrutura que deveriam ter sido entregues até 2014. De todas as 12 cidades-sede brasileiras, 11 têm algum projeto que chegou a ser prometido para a Copa ainda inacabado. Apenas o Rio concluiu todas as obras, não necessariamente dentro do prazo para a Copa de 2014. Além disso, a cidade recebeu a Olimpíada dois anos depois, razão pela qual muitos projetos não foram deixados de lado assim que o torneio de futebol terminou – como ocorreu em outras capitais. A maioria das obras que ainda não foram entregues é da área de mobilidade urbana ou de ampliação e melhorias em aeroportos. Falta de dinheiro, problemas com empreiteiras, contratos rescindidos e impasses judiciais e com desapropriações estão entre as causas do atraso de anos na conclusão dos projetos, segundo as administrações. Quatro anos depois, ainda há obras prometidas para Copa no Brasil inacabadas em 11 cidades Veja a situação em cada cidade-sede: Belo Horizonte Aeroporto de Confins ainda tem obras prometidas para a Copa inacabadas Humberto Trajano/ G1 No Aeroporto Internacional de Confins há obras de ampliação e modernização do terminal paradas desde setembro de 2014. A empresa que opera o local desde agosto daquele ano afirma que melhorias prometidas para a Copa são responsabilidade da Infraero. Ambas estão em negociação para concluir as intervenções. Veja a reportagem completa Cuiabá Nove obras prometidas para a Copa de 2014 seguem inacabadas na capital de Mato Grosso – e isso tem custado caro aos cofres públicos. Entre elas, está a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que já consumiu R$ 1,066 bilhão e está parada desde dezembro de 2014. Só 6 km de trilhos foram concluídos, do total de 22 km. Uma nova licitação será feita e não há prazo de conclusão. Enquanto isso, a manutenção de 42 vagões e de outros materiais já comprados custa R$ 16 milhões por mês. Veja a reportagem completa Curitiba Obra inacabada de responsabiliade do Governo do Paraná que faz parte do projeto Corredor Aeroporto/Rodoferroviária Giuliano Gomes/PR Press Quatro das 13 obras prometidas para a Copa ainda não foram concluídas – três de responsabilidade do governo estadual, e duas, da Prefeitura de Curitiba. Todas elas fazem ligação entre a capital e a Região Metropolitana, como o corredor Aeroporto-Rodoferroviária – onde já foram investidos mais de R$ 44 milhões – e a reforma e ampliação do Terminal do Santa Cândida. Entre as razões alegadas para o atraso de anos estão problemas com as empresas que venceram as licitações e impasses judiciais. Veja a reportagem completa Brasília Imagem aérea do estádio Mané Garrincha em Brasília TV Globo/Reprodução São cinco obras prometidas para a Copa atrasadas, entre elas a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha e a construção do VLT entre o Aeroporto de Brasília e o Plano Piloto. Em 2012, o governo do DF desistiu de entregar o entorno do estádio a tempo para a Copa. Novos prazos foram estabelecidos, mas desde então nada foi feito. O projeto do VLT foi cancelado definitivamente em 2015. Na ocasião, o Metrô, responsável pela obra, disse que estudava "novos traçados para o veículo". Três anos depois, nenhum novo plano foi anunciado. Foram gastos pelo menos R$ 20 milhões antes da suspensão do projeto. Veja a reportagem completa Fortaleza Obras do Aeroporto de Fortaleza viraram amontoado de ferro e concreto. TV Verdes Mares/Reprodução A previsão de entrega da expansão do Aeroporto Pinto Martins era dezembro 2013, mas os trabalhos foram interrompidos em maio de 2014. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que iria cruzar 22 bairros também não foi entregue e, em alguns pontos da obra, moradores convivem com transtornos há seis anos. Com custo inicial de R$ 307,5 milhões, a obra do VLT teve o contrato rompido pelo governo estadual com o consórcio responsável após uma série de atrasos. Desde então, cinco licitações foram feitas para tentar dar continuidade à obra – que se encontra com 75,32% de avanço. Veja a reportagem completa Manaus Obra de Centro de Atendimento ao Turista no Centro Antigo de Manaus está parada Adneison Severiano/G1 AM O BRT, sistema de ônibus rápido, seria o principal meio de transporte para os torcedores até a Arena da Amazônia. Porém, em 2012, o governo estadual e a prefeitura desistiram de entregar a obra para a Copa, alegando atraso na liberação de recursos para o projeto. Mas ficou a promessa de entregá-lo depois do Mundial – porém a obra ainda nem foi licitada. A prefeitura afirma que o projeto já está pronto, mas não dá detalhes nem prazos. Dos três Centros de Atendimento ao Turistas prometidos para a Copa, um está com as obras paradas e os outros nem saíram do papel. Veja a reportagem completa Natal Ao menos quatro obra previstas para a Copa na capital do Rio Grande do Norte ainda não foram entregues. A mais atrasada é a reforma e padronização de 55 km de calçadas nas avenidas que dão acesso à Arena das Dunas, na Zona Sul da cidade. Com 5% do projeto executado, a obra precisou ser parada por problemas com desapropriações. A obra dos acessos ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves deve ser entregue dentro de 60 dias sem o viaduto que era previsto para ligar a estrada à BR-304 por falta de dinheiro para essa etapa. Veja a reportagem completa Porto Alegre Obra na Avenida Cristóvão Colombo, em Porto Alegre, estava prevista para a Copa 2014, mas está parada desde que o consócio desistiu do contrato alegando dificuldades financeiras Lucas Bubols/G1 Das 18 obras previstas para a Copa de 2014 na capital gaúcha, dez estão atrasadas e duas nem começaram – todas na área de mobilidade urbana. Parte de um financiamento de R$ 120 milhões do Banrisul será usado para concluir alguns dos projetos. Veja reportagem completa Recife Previsto para a Copa do Mundo, Terminal Integrado da IV Perimetral no Recife ainda não foi entregue Marlon Costa/Pernambuco Press São cinco as obras de mobilidade prometidas para a Copa ainda não entregues. Além disso, o governo do estado rescindiu no ano passado o contrato para construir a Cidade da Copa, projeto apresentado como primeiro modelo de cidade inteligente no Brasil. Veja a reportagem completa Rio de Janeiro Estação do BRT Transcarioca está sem algumas das portas de vidro Yasmim Restum/ G1 A cidade tem as obras prometidas para a Copa do Brasil concluídas. Entretanto, um dos principais investimentos de mobilidade para o Mundial sofre com vandalismo e falta de manutenção. O G1 percorreu os 39 km do BRT Transcarioca, que liga a Barra da Tijuca ao Galeão, e viu sinais de depredação em ao menos 26 das 47 estações. Usuários reclamam do serviço, de portas quebradas, sujeira e falta de manutenção. O custo da obra chegou a quase R$ 2 bilhões, R$ 700 milhões a mais que o valor inicial. O contrato é alvo de investigação na Lava Jato. Veja a reportagem completa Salvador Reformas no aeroporto internacional da capital baiana se arrastam até hoje. Houve troca de administração da Infraero para uma empresa francesa, que ainda irá concluir a nova área de check-in. A implementação do BRT na cidade chegou a estar na lista das obras prometidas para a Copa de 2014, mas foi retirada porque não ficaria pronta a tempo. A ordem de serviço para iniciar as obras só foi assinada em março deste ano. Veja a reportagem completa São Paulo Operários trabalham nas obras da estação Chucri Zaidan da linha 17-ouro do monotrilho na Zona Sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 A Linha 17-Ouro do monotrilho, que chegou a ter a inauguração anunciada para antes da Copa de 2014, até hoje não teve nenhuma estação entregue. O projeto foi retirado da lista de obras do Mundial por causa da mudança do estádio da Copa para Itaquera, na Zona Leste. Desde então, os valores da obra aumentaram, e os prazos foram sucessivamente ampliados. A construção tem sido investigada e alvo de vários questionamentos do Tribunal de Contras do Estado. Inicialmente orçada em R$ 1,39 bilhão, a obra agora deve chegar a R$ 3,5 bilhões. De acordo com o Metrô, a execução do trecho prioritário, entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da CPTM, está em andamento e deve ser entregue em 2019. Veja a reportagem completa

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22:45 | BNDES aprova financiamento de R$ 5 bilhões para a segurança pública no Brasil este ano


Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann oficializou o anúncio em solenidade no BNDES, no Rio. Estados poderão solicitar linha de crédito para compra de equipamentos e 'projetos estruturantes'. Inadimplente, RJ só poderá usar dinheiro para a compra de material. BNDES anuncia R$ 5 bilhões para a área da segurança este ano O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a criação de um programa para investimento em segurança pública disponível a todos os estados brasileiros. Apenas este ano, o banco prevê a cessão de R$ 5 bilhões. No 1º dia de março, a criação de uma linha de investimento - prevendo R$ 42 bilhões pelos próximos cinco anos -, foi anunciada pelo presidente Michel Temer. Na época, o colunista do G1 Valdo Cruz antecipou que a disponibilidade do crédito não exigiria aval do Tesouro Nacional. Nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, oficializaram a criação do programa e especificaram o valor que seria disponibilizado ainda em 2018. Do total anunciado, R$ 4 bilhões ficarão disponíveis para a compra de equipamentos como viaturas, armas e coletes balísticos. O 1 bilhão restante poderá ser requisitado para ser utilizado em projetos chamados pelo banco de "estruturantes". O Rio de Janeiro, por exemplo, está inadimplente com o BNDES e só pode solicitar dinheiro para a compra de equipamentos, na linha em que há R$ 4 bilhões. E, ainda, os estados que aderirem a essa linha de R$ 4 bilhões terão 84 meses para pagar o financiamento, com o período de carência de até dois anos. A taxa de juros vai depender de cada caso. A apresentação de propostas e contratações poderão ocorrer até dezembro de 2019. "Por prudência, estamos sugerindo os estados a apresentarem propostas até o fim de junho, já que inicia o período eleitoral. Depois, após as eleições", comentou Dyogo Oliveira, presidente do BNDES. De acordo com Oliveira, a aplicação dos recursos será rápida, já que o Ministério da Segurança Pública (MSP) lançará um edital listando equipamentos prioritários para as atividades de segurança. "Os estados já podem apresentar suas propostas com identificações de valores e itens demandados. Há R$ 600 milhões já demandados no banco", afirmou o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira. Em abril, os governos de Pernambuco, Espírito Santo e Santa Catarina, além das prefeituras de Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS), já haviam solicitado recursos para projetos de reaparelhamento das polícias, modernização de delegacias, melhorias em sistemas de monitoramento e inteligência e aumento de vagas do sistema prisional. Os R$ 600 milhões citados por Oliveira nesta terça não estão incluídos nos R$ 5 bilhões aprovados para o programa. Ainda segundo o presidente do BNDES, os equipamentos comprados com os recursos deverão ser novos e de fabricação nacional ou importados, sem similar no Brasil. O MSP também vai estimar a demanda dos estados, municípios e do Distrito Federal. O MSP realizará um pregão eletrônico para registro de preços. Concluído o pregão, os estados que aderirem à ata de registro de preço poderão entrar neste financiamento. "Essa linha não tem paralelo. Não há antecedente. Por isso, gostaríamos de agradecer", explicou Oliveira. Dinheiro de loteria para a segurança O ministro da Segurança, Raul Jungmann, disse ainda que uma medida provisória será editada para garantir que parte do dinheiro de loterias seja aplicado na segurança pública. Uma nova loteria será criada para destinar esses valores. "Isso quer dizer que pela primeira teremos recursos para a segurança pública no plano federal" , afirmou Jungmann garantindo que mais detalhes serão dados pelo presidente Michel Temer. Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública, e Dyogo Oliveira, presidente do BNDES. Marco Antônio Martins

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19:39 | Delator relata pressão de Moreira Franco e Eduardo Paes para fundo do FGTS financiar obras do Porto Maravilha

Ex-superintendente da CEF fez delação. Paes afirma que pressionou por obra, mas não houve corrupção. Defesa de ministro diz que não teve acesso ao conteúdo, e banco faz apuração interna. Delator: Eduardo Paes e Moreira Franco pressionaram CEF liberar FGTS para Porto Maravilha O ex-superintendente de Fundos de Investimentos Especiais da Caixa Econômica Federal Roberto Carlos Madoglio relatou em delação premiada como o banco mudou regras para financiar as obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e como a liberação do dinheiro para três empreiteiras teria sido motivada por pressões de políticos – ele mencionou Eduardo Paes, à época prefeito do Rio, e Moreira Franco, atual ministro de Minas e Energia e à época vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa. Roberto Carlos Madoglio fechou delação premiada na Operação Sépsis , que investiga desvios no FI-FGTS, fundo de investimentos administrado pela Caixa. O acordo foi homologado em janeiro, pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília. Madoglio deu depoimentos por escrito e registrados em vídeo. A TV Globo teve acesso à íntegra do material. O ex-superintendente da Caixa foi ouvido em novembro do ano passado, e o conteúdo da delação permanecia sob sigilo. Ele não relatou caso de corrupção em relação ao Porto Maravilha. Disse que não testemunhou pagamentos ilícitos. As versões de cada um Eduardo Paes - "O Porto Maravilha é uma conquista do Rio de Janeiro e, dentro da legalidade, o meu governo se empenhou para que se tornasse realidade. Nos empenhamos por esse investimento federal e outros também. E, sempre de forma republicana, pressionamos sim todos os agentes envolvidos na operação, para que ela acontecesse, em benefício da cidade e da população carioca. Aliás esses fatos todos são públicos e divulgados à imprensa na época, tratando-se de uma operação altamente lucrativa para o FGTS. É importante destacar ainda que, em nenhum momento, o delator faz qualquer referência à prática de corrupção e simplesmente relata a luta de um prefeito para trazer benefícios para sua cidade", afirmou o ex-prefeito Eduardo Paes. Moreira Franco - Por intermédio da assessoria, o ministro afirmou: "Absolutamente mentirosa. Quando na Caixa, como vice-presidente, não tinha o projeto Porto Maravilha. Nem operação foi aprovada nem pressão foi realizada, pois quando aprovado eu já não estava ocupando cargo na instituição". A defesa do ministro informou que não comentará colaboração processual à qual não teve acesso. "Todavia, tem de observar o evidente caráter especulativo da versão dos fatos ora trazida. Assim que ciente do conteúdo, se tomarão as providências necessárias para esclarecimento da verdade", afirmou a defesa. Caixa Econômica Federal - A assessoria da Caixa divulgou a seguinte nota: "A CAIXA esclarece que os fatos da delação citada são objeto de apurações internas da CAIXA, que correm sob sigilo. O banco informa que está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações." Delator relata pressão de Moreira Franco e Eduardo Paes para fundo do FGTS financiar porto Mudança de regra Ele contou nos depoimentos que, pelas regras vigentes até então, o FI-FGTS inicialmente não poderia investir no Porto Maravilha, área portuária revitalizada que se tornou um dos principais pontos turísticos do Rio. Segundo Madoglio, em 2010, uma regra foi modificada para permitir investimento em obras urbanas consorciadas . A resolução foi publicada , segundo o delator, pelo então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que também era presidente do Conselho Curador do FI-FGTS. De acordo com o delator, a partir daí, começaram as reuniões para pressionar pela liberação do dinheiro. O consórcio das obras era formado pelas construtoras OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia. De acordo com o depoimento de Madoglio, “havia várias formas de pressão para que essa operação se realizasse”. Ele relatou que a reunião mais importante sobre isso ocorreu na Prefeitura do Rio, na qual estavam presentes Eduardo Paes, Moreira Franco e representantes do banco e das empresas do consórcio construtor. Segundo Madoglio, nessa reunião, o então prefeito Eduardo Paes chegou a afirmar: 'Se vocês não querem fazer, eu vou avisar o presidente Lula que não vai ter Olímpiada no Rio de Janeiro'”. 'Negócio tem que sair' Ele conta que, a certa altura dessa reunião, Moreira, Paes , André de Souza (ex-integrante do comitê do FI-FGTS), e Joaquim Lima (ex-funcionário da Caixa) saíram, foram para uma sala separada e, “após alguns minutos de deliberação, retornaram com a seguinte ordem: 'Esse negócio tem que sair. Dêem um jeito de fazer'". O delator disse que o resultado das pressões e da consequente mudança de regras no fundo foi que a Prefeitura do Rio conseguiu o dinheiro pra pagar a obra, em um valor total de R$ 7 bilhões, segundo ele. Madoglio disse que as construtoras realizaram as obras e receberam por isso. “Ficou para o FGTS, através do Fundo Imobiliário, a tarefa de tentar revender os Cepacs (Certificado de Potencial Adicional Construtivo) para tentar obter o retorno esperado que, no entender do depoente, já à época, seria extremamente difícil”. O delator contou que a prefeitura vendeu os certificados para a Caixa, o que totalizaria R$ 3,5 bilhões – metade do valor da obra. E que então teria sido acertado um leilão ficitício no qual o comprador dos certificados ( a Caixa) teria que aportar a diferença, chegando aos R$ 7 bilhões. Segundo ele, o leilão foi feito em condições tão restritas que somente a Caixa poderia ser a compradora dos certificados. De acordo com o delator, a Caixa fez a compra contando que o valor iria aumentar quando o banco fosse revender os certificados, por causa da obra do porto, que daria valor imobiliário à região.

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10:27 | Caminhoneiros voltam a protestar em rodovias contra alta do diesel


Atos ocorrem em pelo menos 24 estados. Caminhoneiros protestam em trecho da BR-116 em Lages, Santa Catarina Fom Conradi/Futura Press/Estadão Conteúdo Alta dos combustíveis mobiliza caminhoneiros pelo segundo dia Caminhoneiros voltaram a protestar em rodovias federais e estaduais nesta terça-feira (22). Na segunda, foram registrados atos em ao menos 24 estados. A maioria dos atos impede a passagem de caminhões, mas libera a de carros de passeio e outros veículos. Alguns protestos ocorrem apenas nos acostamentos. A Justiça Federal de SC e do PR proibiram que os manifestantes ocupem ou dificultem a passagem em rodovias federais. A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. Nesta terça, o preço sobe 0,97% nas refinarias. Mas a Petrobras já anunciou que a partir de quarta-feira (23), o valor cairá 1,54%. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fabricantes de veículos também foram afetadas. Chevrolet, Fiat e Ford afirmaram nesta terça-feira que estão enfrentando problemas na produção em decorrência das manifestações. Nesta manhã, foram registrados atos em pelo menos 24 estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, e Tocantins. Motoristas se mobilizam no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso Protesto de caminhoneiros em Jacareí Lucas Cardoso/TV Vanguarda Caminhoneiros bloqueiam vias de vários estados em protesto contra a alta do diesel Veja, a seguir, a situação em cada estado: Alagoas Caminhoneiros bloqueiam o km 73 da BR-101, em Messias, Zona da Mata de Alagoas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o bloqueio começou às 10h15. A manifestação já resulta em quatro quilômetros de congestionamento e não há previsão de liberação. Amazonas No Amazonas, o protesto acontece na BR-174, entre Manaus e Boa Vista. Bahia Caminhoneiros voltaram a fechar a BA-535, conhecida como Via Parafuso. A via chegou a ser bloqueada totalmente, mas depois foi liberada uma faixa de cada sentido. Também há ato no acostamento da BR-101, próximo a Alagoinhas, mas até por volta das 6h o trânsito não havia sido bloqueado. Ceará Caminhoneiros voltaram a protestar em dois pontos no estado. O primeiro protesto fecha um trecho da BR-116, no km 70, no município de Chorozinho, Região Metropolitana de Fortaleza. Um outro ato ocorre no km 20 da BR-116, no município de Itaitinga, também na Região Metropolitana. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE), o trânsito nestes locais está lento e não há previsão de liberação. Uma equipe da PRF-CE está no local juntamente com a Polícia Militar. Espírito Santo Motoristas voltaram a protestar em alguns pontos da BR-101: Km 305 (Viana): ato no acostamento, o trânsito é livre. Km 414 (Cachoeiro de Itapemirim): manifestação apenas no trevo; trânsito é livre. Km 156 (Ibatiba): ato no acostamento; trânsito livre apenas para carros de passeio. Goiás Protesto segue bloqueando distribuidoras de combustíveis e trechos de rodovias em Goiás. Os bloqueios são exclusivamente para caminhões. Carros de passeio, ônibus e veículos que transportam cargas perecíveis são liberados em todos os pontos de interdição. Veja os pontos: BR-050 – três pontos no trecho de Catalão BR-060 – um ponto em Rio Verde BR-153 - dois pontos em Aparecida de Goiânia e um Itumbiara BR-158 – trecho no município de Caiapônia BR-364 - um ponto em Jataí BR-414 - um ponto em Niquelândia BR-452 - um ponto em Bom Jesus de Goiás Caminhoneiros seguem bloqueando distribuidoras de combustíveis e rodovias em Goiás Maranhão Caminhoneiros fazem atos em seis pontos de rodovias que atravessam o estado. Os protestos acontecem na BR-135, em São Luís; na BR-010, em Imperatriz e Estreito; e na BR-316, em Caxias, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A BR-230, em Balsas e São Domingos do Azeitão, também foi interdidata. No Km 12 da BR-135, a manifestação começou por volta das 7h30 desta terça. Os caminhoneiros estacionaram seus veículos na faixa direita da via e deixaram o fluxo do trânsito fluir. Durante a tarde, a manifestação migrou para o acesso próximo à Vila Maranhão. Já em Imperatriz, a PRF informou que o grupo de caminhoneiros bloqueou a BR-010 em um trecho do Km 246, em frente a um posto de combustível. Somente uma faixa da pista é liberada para passagem de automóveis. Em Caxias, na BR-316, o protesto se concentra Km 554. Assim como em Imperatriz, todos os outros tipos de veículos seguem com autorização dos manifestantes, exceto os caminhões. Em São Domingos do Azeitão, a 633 km de São Luís, uma manifestação começou no fim da manhã no km 216 da BR-230, próximo ao acesso para o município de Benedito Leite. São cerca de 25 a 30 manifestantes, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. Outra protesto que se iniciou no começo da tarde ocorre no km 131 da BR-010 em Estreito, onde manifestantes também bloquearam a rodovia. Mato Grosso Dez pontos de protesto são registrados nesta manhã nas rodovias federais de Mato Grosso. Há atos em Cuiabá, Sinop, Primavera do Leste, Campo Verde, Sapezal, Comodoro, Rondonópolis, Nova Mutum e Tangará da Serra. Segundo a concessionária que administra a rodovia, Rota do Oeste, em todos os pontos está liberada a passagem de veículos de passeio, ambulâncias e veículos de carga viva e perecíveis. Protesto de caminhoneiros na BR-163 em Rondonópolis, nesta terça-feira (22) Maycon Araújo/TV Centro América Mato Grosso do Sul Em Campo Grande, caminhoneiros protestam em dois pontos da BR-163, na altura do km 477 e km 550. Eles estão liberando a passagem somente para carros de passeio, ambulâncias e ônibus, sem a queima de pneus. São cerca de 2 km de congestionamento. Na cidade de Bandeirantes, a 71 km de Campo Grande, caminhoneiros também estão parados na rodovia, km 550, sentido São Gabriel do Oeste. Já em Eldorado, a paralisação está na altura do km 39. Em Naviraí, na altura do km 117. No município de Rio Brilhante, caminhoneiros estão na altura do km 323. No caso de Paranaíba, a categoria parou na BR 158, altura do km 96 e, em Sidrolândia, BR-060, km 420, com pista liberada desde as 8h. Minas Gerais De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) há manifestantes em 20 trechos das estradas federais que cortam o estado. Uma delas é na Rodovia Fernão Dias, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os manifestantes ocupam uma faixa no sentido Belo Horizonte e outra na direção de São Paulo. Segundo a PRF, não há congestionamento em nenhuma das rodovias, porque o tráfego flui nas faixas liberadas. No Sul de Minas, os motoristas seguem parados em pelos menos quatro rodovias - Fernão Dias, BR-491, BR-265 e MG-050. Há também manifestações no Triângulo Mineiro e na região Centro-Oeste. Pará De acordo com a PRF, por volta das 9h a BR-316, no km 23, estava totalmente bloqueada nos dois sentidos. O trecho fica em Benevides, região metropolitana de Belém, onde o engarrafamento chega a 10 km de extensão. Já em Paragominas, no km 165 da BR-010, a interdição é parcial. Os manifestantes estão permitindo a passagem de veículos particulares e de emergência. Paraíba O trecho da Alça Sudoeste, na BR-230, em Campina Grande, está interditado desde as 7h. Caminhoneiros colocaram pneus na pista, mas estão liberando a passagem para carros de passeio. Também há pontos de interdição na BR-104, na saída para o Sertão paraibano e na BR-110, no município de Monteiro. Protesto também acontece na cidade de Monteiro Edivaldo José/Arquivo Pessoal Paraná Caminhoneiros fazem o 2º dia de protestos nas rodovias do Paraná contra o aumento do diesel. Não há estradas totalmente bloqueadas nas estradas federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Uma determinação judicial proíbe que eles fechem totalmente as rodovias federais, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. Pernambuco Caminhoneiros realizaram uma manifestação na BR-232, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, contra o aumento no preço dos combustíveis. O protesto, que ocorreu nos dois sentidos da rodovia, teve início às 8h31 e terminou por volta das 10h20. A BR-232 foi liberada. Manifestantes também interditam uma faixa da BR-101, no município de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto começou por volta das 8h, no quilômetro 83, nas proximidades da fábrica da Vitarella. A PRF ainda não sabe informar a extensão do congestionamento no local. A BR-316, em Ouricuri, no Sertão Pernambucano, também registra protesto. O congestionamento é de cerca de 15 km nos dois sentidos. Apenas ambulâncias, veículos de carga de animais, transportes escolares e carros de passeio podem passar pelo bloqueio. Caminhoneiros bloquearam a PI-247 no Sul do Piauí Arquivo Pessoal/Eduardo Gomes Lima Piauí Mais de 200 caminhoneiros fecharam a PI-247, na entrada de Uruçuí, Sul do Piauí. A manifestação começou desde às 7h desta terça e não tem previsão para terminar. Para bloquear a rodovia, os caminhoneiros queimaram pneus e depois de negociação com a polícia decidiram liberar uma das vias para passagem de veículos de passeio e ônibus. Centenas de caminhões estão estacionados ao longo da rodovia. Rio de Janeiro Motoristas fazem manifestação em três estradas de acesso ao Rio. Na Rodovia Presidente Dutra, é interditada uma faixa no sentido Rio e o acostamento, na altura do quilômetro 276, Barra Mansa. O trânsito está fluindo pela faixa da direita e o congestionamento atinge dois quilômetros. Tempo real: acompanhe a situação do trânsito Na rodovia BR-101, caminhoneiros interditam o acostamento nos trechos de Manilha e Campos. Na Rodovia Washington Luiz, o ato é realizado em três pontos: no km 810, no acostamento, e nos km 808 e 780 nos dois sentidos da rodovia BR-040. Os motoristas permitem a passagem de outros veículos. Caminhoneiros fazem protesto em rodovias do Rio de Janeiro Reprodução / TV Globo Rio Grande do Norte Caminhoneiros voltaram a interditar parcialmente o trecho do quilômetro 106 da BR-101 em Parnamirim, região metropolitana de Natal, no final da manhã. Após deixar apenas uma faixa liberada ao tráfego, o ato foi encerrado por volta das 19h. Também foi registrada interdição na BR-304, na altura de Mossoró, no Oeste potiguar. Os caminhoneiros liberaram a via por volta das 17h40, de acordo com a PRF. Rio Grande do Sul Por volta das 8h30, caminhoneiros protestavam em ao menos 15 pontos de rodovias federais e estaduais, sem bloqueios, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Em Araricá, a fila de caminhões parados na rodovia chegava a 8 km por volta das 9h30. Em todos os pontos, caminhoneiros se aglomeravam às margens das rodovias, abordando transportadores de cargas, mas sem prejuízos para o tráfego. A GM divulgou uma nota informando que o movimento dos caminhoneiros está impactando o fluxo logístico em suas fábricas no Brasil, com reflexo nas exportações. "Com a falta de componentes, as linhas de produção começam a ser paralisadas e também estamos enfrentando dificuldades na distribuição de veículos à rede de concessionárias", ressalta a nota. Manifestação ocorrida em Araricá, no Vale do Sinos, na madrugada desta terça-feira (22) Reprodução/RBS TV Rondônia A BR-364 foi interditada por caminhoneiros na região de Candeias do Jamari, cerca de 20 km de Porto Velho. Os manifestantes montaram barricadas de pneus e estão barrando o tráfego de caminhões, com passagem permitida apenas para ônibus, carros pequenos e ambulâncias. Até as 10h30 havia um congestionamento de mais de 10km na região. Roraima Um ato com 150 pessoas acontece no trecho urbano da BR-174, em Boa Vista. Caminhões, carretas e carros de passeio estão estacionados no acostamento da pista direito, no sentido bairro-centro. De acordo com a PRF, a uma das vias chegou a ficar interditada por 15 minutos. Santa Catarina Os atos ocorrem na Serra Catarinense, Oeste, Litoral, Vale de Itajaí, Grande Florianópolis, Norte e Sul. Caminhoneiros passaram a noite em pelo menos 17 pontos de rodovias federais. Às 8h, o km 282, na BR-101, em Imbituba, tinha bloqueio total dos caminhoneiros. Nos demais pontos não são registrados bloqueios totais no trânsito, mas a Polícia Rodoviária Federal (PRF) considerava os locais como pontos de atenção para os motoristas. São Paulo Capital: por volta das 12h40, os manifestantes bloquearam a Rodovia Régis Bittencourt nos dois sentidos incendiando uma barricada de pneus, na altura de Embu das Artes. A interrupção na via causa trânsito de cerca de 1 km tanto no sentido Curitiba quanto no sentido São Paulo. Vale do Paraíba: pelo 2º dia consecutivo, caminhoneiros protestam contra o aumento do diesel na Dutra em Jacareí, Pindamonhangaba e Lorena. Em Jacareí havia lentidão de ao menos 1 quilômetro, por volta das 7h desta terça, na região do Parque Meia Lua. Carretas e caminhões estão estacionados no acostamento da rodovia. Litoral: a categoria se concentra no viaduto da Alemoa, um dos acessos ao Porto de Santos. O protesto não causa interdições ou congestionamentos nas rodovias da região. Também há manifestação em Guarujá, na Rua do Adubo, que dá acesso aos terminais da margem esquerda do Porto de Santos. Segundo a Polícia Rodoviária, carretas não consegue passar pelo local. Na Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), que liga Tupã a Marília, manifestantes usaram um caminhão para interditar as duas vias, causando congestionamento. Em Botucatu, os manifestantes estacionaram cerca de 30 caminhões na rodovia João Hipólito Martins. Já em Bauru, os motoristas permanecem na rodovia Marechal Rondon, próximo ao trevo que dá acesso à Marília. Os veículos estão estacionados no acostamento, sem interferir no tráfego da rodovia. Na região de Itapetininga foram registrados protestos em Itapetininga, Capão Bonito, Taquarituba, Taquarivaí, Angatuba, Itaberá e Tatuí (SP). As manifestações estão sendo acompanhadas pela PM e Polícia Rodoviária. Nenhuma rodovia foi interditada. Na Rodovia Geraldo de Barros (SP-304), em Piracicaba, ocorre um bloqueio parcial na altura do quilômetro 169, no bairro Santa Terezinha. Os manifestantes permitem apenas a passagem de carros. Segundo a PMR, uma faixa de cada sentido foi interditada, além do acostamento. No Oeste Paulista também são realizados atos em Osvaldo Cruz, Tupi Paulista, Presidente Prudente e Panorama Em Bebedouro, na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, a manifestação pacífica reúne entre 300 e 500 veículos. Os manifestantes falam em 700 caminhões. Em Mococa, cerca de 15 caminhoneiros realizaram uma manifestação no quilômetro 268 da Rodovia Abraão Assed (SP-338) no início da tarde. Em Salto, um grupo de caminhoneiros interditou uma das faixas e o acostamento da Rodovia Hélio Steffen (SP-75), no km 36, por volta das 18h. Um grupo de motociclistas fechou a rodovia Anhanguera, no km 56, para protestar a favor dos caminhoneiros em Jundiaí. A manifestação foi bem rápida e durou alguns minutos. Pela manhã, em Votorantim, os manifestantes se reuniram na altura do quilômetro 100 da Rodovia Raimundo Antunes Soares (SP-79), próximo a um posto de combustíveis. O trânsito não foi interditado. Cerca de 80 motoristas de vans, segundo a polícia, se concentraram no Parque das Águas, em Sorocaba. O tráfego ficou lento em vários pontos e houve congestionamento, por volta das 9h. Caminhoneiros fazem protesto no acesso ao Porto de Santos, SP. Solange Freitas/G1 Sergipe Desde as primeiras horas desta terça, dezenas de caminhoneiros fecharam a entrada o Porto de Sergipe, localizado no município de Barras dos Coqueiros, na Grande Aracaju. Por volta das 10h, os manifestantes fecharam os dois sentidos da BR-101 no Povoado Pedra Branca, no município de Laranjeiras. Caminhoneiros concentrados na acesso ao Porto de Sergipe Conlutas Tocantins Por volta das 8h, havia interdições em Araguaína, Colinas do Tocantins, Fortaleza do Tabocão, Paraíso do Tocantins, Gurupi e Pedro Afonso. É impedida a passagem de caminhões e caminhonetes. Em Alvorada, também foi registrado protesto, mas não há interdição. Caminhões fecham trecho da BR-153 em Gurupi Jairo Santos/TV Anhanguera

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09:00 | Arrecadação de royalties no Brasil cresce 38,5% até abril e rende R$ 3,5 bilhões a mais 


Receita no acumulado no ano já soma R$ 12,8 bilhões, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, e pode atingir o valor anual recorde de R$ 43 bilhões, segundo projeção do CBIE. Plataforma Mv26 da Petrobras, batizada Cidade de Itaguaí, que atua na costa do Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 A escalada dos preços internacionais do petróleo tem ajudado o caixa da União, estados e municípios. De janeiro a abril, arrecadação com royalties e participações especiais sobre a produção do petróleo no país cresceu 38,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado, garantindo uma receita extra de R$ 3,5 bilhões. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a partir de dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), essa fonte de receita atingiu R$ 12,873 bilhões nos 4 primeiros meses do ano, contra uma arrecadação de R$ 9,292 bilhões de janeiro a abril do ano passado. Na semana passada, o barril de petróleo do tipo Brent superou os US$ 80 pela 1ª vez desde novembro de 2014. Há 1 ano, o préço médio do barril rondada os US$ 50. Pelas projeções do CBIE, se o preço médio do barril de petróleo se mantiver em US$ 70, a receita total de royalties e participações especiais no Brasil poderá chegar a R$ 43,3 bilhões no ano, o que representará uma alta anual de 42,1% e o maior valor anual já recolhido no país. "Vai aumentar no mínimo 42%. Este é o piso do crescimento que prevemos em relação a 2017", afirmou o sócio-diretor do CBIE, Adriano Pires. Ele enfatizou que, além da alta no preço do petróleo no mercado internacional, há expectativa de novo recorde na produção brasileira. "Quanto mais se produz, mais se paga royalties e participações especiais". O economista apontou que a expectativa é de que o preço do barril se mantenha acima de US$ 70. "O que detonou esse preço foram questões geopolíticas, como a ameaça de guerra na Síria, a saída dos Estados Unidos do acordo com o Irã e o boicote a Venezuela, que são grandes países produtores de petróleo. Eu acho que em função desses movimentos, ele [o preço do Brent] deve ficar numa média de US$ 70 , algo que não era visto desde 2012", acrescentou Pires. No ano passado, União, estados e municípios arrecadaram R$ 30,47 bilhões em royalties e participações especiais, uma alta de 71% após 2 anos de queda. Em 2016, essa arrecadação tinha somado R$ 17,75 bilhões, o menor valor da década. O último recorde foi registrado em 2014, quando os valores recebidos das petroleiras somaram R$ 35,64 bilhões em termos nominais (sem considerar a inflação). Efeito câmbio O ex-diretor da ANP e professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, Helder Queiroz, também considera que o aumento na arrecadação “pode ser até mais que esses 42%”. Queiroz lembrou que, além da alta no preço da commodity e do aumento na produção, que influencia na alta da arrecadação, há outro componente associado a este crescimento. “O terceiro fator é o câmbio, já que o petróleo é cotado em dólar”, destacou. A moeda norte-americana atingiu na semana passada sua maior cotação desde março de 2016. "Os três componentes principais de fatores que afetam a arrecadação indicam aumento no ano. Deste ponto de vista, isso é uma boa notícia. Prova que o Brasil se tornou um país petroleiro”, disse o professor. No acumulado no ano, a moeda dos EUA já subiu mais de 11% frente ao real, após ter registrado valorização de 2% em 2017. Divisão da arrecadação Segundo levantamento do CBIE, dos R$ 12,8 bilhões já arrecadados no ano, R$ 5 bilhões foram destinados à União, R$ 4,4 bilhões aos estados produtores, R$ 2,8 bilhões para municípios e R$ 568 milhões para fundos especiais de saúde e educação e depósitos judiciais. A projeção é que a arrecadação extra para o estado do Rio de Janeiro e municípios fluminenses alcance R$ 4,6 bilhões no ano, passando de R$ 11 bilhões em 2017 para R$ 15,6 bilhões em 2018. Para o estado de São Paulo e cidades paulistas, a estimativa é que a receita suba para R$ 3,35 bilhões este ano contra R$ 2,36 bilhões no ano passado. Com base na alta da arrecadação, o governo do Rio já revisou a previsão desta receita na Lei Orçamentária Anual (LOA). Inicialmente estimada em R$ 7,9 bilhões, o valor foi atualizado para R$ 9,8 bilhões - uma alta de 24%. Deste montante, o estado pretende usar cerca de 75% para cobrir o rombo da previdência. Diante da nova projeção, o RJ aumentou em 27% na LOA o valor que pretende repassar ao Rioprevidência, de R$ 5,9 bilhões para R$ 7,5 bilhões. "Usar royalties para fazer o orçamento tem que ser ultraconservador. É um risco muito grande para estados e municípios tratar esse recurso como certo no seu caixa", avaliou o ex-diretor da ANP Helder Queiroz. Entenda os Royalties Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas petroleiras à União e aos governos estaduais e municipais dos locais produtores para ter direito a explorar o petróleo. Já as participações especiais são uma compensação adicional e são cobradas quando há grandes volumes de produção ou grande rentabilidade. Essas receitas dependem do volume produzido, da taxa de câmbio e do preço internacional do barril de petróleo. Somente a arrecadação com royalties cresceu 23,3% nos 4 primeiros meses de 2018, chegando a R$ 6,4 bilhões, ante R$ 5,19 bilhões no mesmo período de 2017. Já arrecadação com participações especiais atingiu o valor recorde trimestral de R$ 6,5 bilhões no 1º trimestre deste ano, alta de 58% frente aos R$ 4,14 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2017. Desta receita, 40% do valor arrecadado em 2018 (R$ 2,6 bilhões) serão distribuídos aos estados, cabendo ao Rio de Janeiro a maior parcela, cerca de R$ 2 bilhões, segundo informou a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ainda que a produção média de petróleo no país continue em trajetória de crescimento moderado em 2018, com perspectiva de aumento de 2,5% no ano, segundo estimativa do CBIE, o aumento da arrecadação com royalties e participações especiais continua sendo impulsionado principalmente pelo ajuste nos preços do petróleo. Veja quadro abaixo: Comparativo de produção, preço do barril, câmbio e arrecadação No que diz respeito ao ritmo da produção no país, a perspectiva é de retomada gradual dos investimentos no setor. Considerando o calendário de leilões programados até 2019, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que a produção total no Brasil poderá dobrar em 10 anos, chegando a 5,2 milhões de bpd até 2026. Os especialistas destacam, entretanto, que a arrecadação com royalties e participações especiais é uma receita incerta e que não há garantia de que a arrecadação vai se manter nos anos seguintes, já que os ganhos do setor dependem de fatores voláteis, como o preço do barril de petróleo e a cotação do dólar. Impactos nos preços da gasolina e do diesel Se a alta dos preços do petróleo tem ajudado a reforçar o caixa dos governos, por outro lado tem encarecido os combustíveis e contribuído para a disparada dos preços do diesel e da gasolina no país. Nesta segunda-feira (21), caminhoneiros fizeram protestos pelo país contra o aumento no valor do diesel. Em protesto, caminhoneiros ateiam fogo em pneus Cristiano Nascimento/FM Metrópole Na semana passada, o preço médio da gasolina nos postos do país atingiu novas máximas no ano, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio do litro de gasolina para os consumidores ficou em R$ 4,284, ante R$ 4,257 na semana anterior. Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 4,51% desde o início do ano. Desde julho do ano passado, a alta é de mais de 22%. Já o valor do diesel também terminou a semana em alta. Segundo a ANP, o valor médio por litro passou para R$ 3,595, acumulando avanço de 8% no ano e de 21,5% desde julho do ano passado.

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